terça-feira, 16 de agosto de 2016

Eu e meus pensamentos por Sandra Lopes


Como mulher às vezes me pego a pensar em muitas coisas, todas ao mesmo tempo. Às vezes chego a imaginar como seria ver meu cérebro funcionando com tantas sinapses acontecendo.

É intrigante perceber que por vezes, não conseguimos dominar nossos pensamentos e como consequência, nossas emoções. Sim, emoções que surgem não porque aconteceu algo efetivamente, mas porque pensamos em algo que nos remeteu a concluir que é dessa forma, e imediatamente somos invadidas por sentimentos de alegria, tristeza, pavor ou raiva.

Parece que somos irracionais, demonstrando comportamentos que nem ao menos nós entendemos. Como seria bom se tivéssemos um administrador de pensamentos, que nos ajudasse a decidir se aquilo que estamos pensando é real, tem evidências ou é apenas fruto de experiências passadas, que nos levam a concluir antes mesmo de avaliar.


Como resistir as influências e as conclusões que tiramos a partir delas? Permitimos que o passado tenha mais força sobre nós que o presente? Principalmente se falando de fatos ruins?  Já vamos imaginando e reagindo ao pior?  Está atrasado: "Meu Deus aconteceu algo!?" Dificilmente pensamos: "Deve ter passado em uma floricultura e nos comprado uma flor".

Ou quando somos levadas a sentir, levadas por palavras, gestos ou até presentes, vindos de alguém que simplesmente apareceu: "Uau tudo que pedi a Deus!"

Quero neste texto levantar uma reflexão de nossas motivações, sobre o que ocupa a maior parte de nossos pensamentos. O que nos move, o que nos incomoda, como temos administrado nossa mente.


A mente precisa ser controlada, questionada e analisada. É de suma importância entender o que motiva a ter este ou aquele comportamento. Que ganhos e que perdas tenho, são conquistados quando o comportamento é assim ou do outro jeito.

Não dá para seguir como a música de um artista famoso brasileiro diz: "Deixa a vida me levar, vida leva eu". É preciso tomar as decisões, ter ciência das influências das atitudes na vida, na minha família, nos relacionamentos.

Afinal tudo que nos cerca é importante, faz parte de uma rede sistêmica de relacionamentos. Não há vítima ou carrasco, mas corresponsável.


Assumir quem sou, requer conhecer quem, como, porque, quando e onde, tenho determinado comportamento. Entender e perceber os pensamentos presentes e as emoções envolvidas. É grande desafio.

Sandra Lopes
Pastora, Psicóloga, Colunista e Preletora do Projeto Virtuosas
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