quinta-feira, 18 de setembro de 2014

De Mulher para Mulher



Comunicação


Para entendermos melhor o que é comunicação precisamos iniciar pela definição do termo. Comunicação é processo de transmissão e recepção de informações, mensagens, sinais ou códigos, de um organismo para outro, mediante palavras, gestos ou outros símbolos, para que haja comunicação, os meios de transmissão têm de ser entendidos para ambos os organismos, o emissor e o receptor.
A comunicação, sem dúvida, é o centro de todo relacionamento. Nunca é demais frisar a importância de uma boa comunicação. Ela é a chave para o desenvolvimento de um relacionamento saudável entre família.
Existem várias diferenças entre um casal feliz e um infeliz. Esta diferença se baseia no fato de o casal saber se comunicar ou não.

Princípios para uma boa comunicação: alguns princípios importantes para um bom relacionamento familiar.

1 - Comunicação aberta


Sentir-se à vontade em casa, ter espaço para compartilhar seus problemas, resolver suas dúvidas, falar de suas necessidades, comemorar suas vitórias. Ter conversa aberta, sem barreiras, sem preconceitos. A comunicação aberta, permite a concentração de esforços na busca de soluções para os problemas da família.

2 - Comunicação respeitosa
Não existem pessoas iguais: gêmeos, parecidos, semelhantes mas não iguais. Isto significa que cada um tem personalidade distinta, que precisa ser respeitada. Respeitar as diferenças é evitar agressões verbais e imposições autoritárias que ferem a individualidade.

3 - Comunicação mútua
Interessar-se pelo problema do outro, dispondo-se a ouvir, a compartilhar, sabendo concordar e discordar, visando sempre o bem estar de toda família.
Sem confiança o lar correrá sérios riscos: filhos criados por pais que não confiam neles crescerão inseguros; esposas que vivem desconfiadas se tornarão neuróticas; maridos ciumentos denunciam a sua insegurança. A comunicação em família se faz em ambiente de mútua confiança.

Alguns ruídos da comunicação familiar


O primeiro ruído está na incapacidade de comunicar-se, de pôr em palavras aquilo que sente e percebe de si mesmo e do mundo ao redor. Um exemplo simples. O esposo pode ter se sentido diminuído quando a esposa retira a sua autoridade na frente dos filhos. No momento de conversar sobre isso, o esposo diz que essa atitude é feia e mais nada. O esposo perdeu a oportunidade de comunicar seus sentimentos e sua sensação diante do que ocorrera, pois não soube falar disso. Portanto, o membro da família deve deixar claro se isso for um problema em sua forma de comunicação. Conversar sobre sua impossibilidade de falar de sentimentos e desejos.


Um segundo ruído de comunicação é ocasionado pela visão preconceituosa construída ao longo do tempo de convivência em família. O preconceito aqui referido não é o preconceito racial, étnico, sexual ou social. Essa imagem construída vai guiar o processo de comunicação de ambos. Um exemplo simplório. A esposa constrói a imagem de que seu esposo é medroso. Qualquer tentativa de ele ser prudente será encarada como motivada pelo seu medo. Essa construção preconceituosa pode acontecer entre toda a família.


Um terceiro exemplo de ruído é proporcionado pela comunicação inexistente. Por não se comunicarem com frequência sobre fatos, medos, anseios, desejos e expectativas, comportamentos, regras e etc., muitos assuntos ficam mal resolvidos e acabam voltando na discussão misturando assunto sobre assunto. Um exemplo desse ruído. O filho nunca conversa com o pai sobre o autoritarismo injusto dele. No momento de conversarem sobre o dever de casa que o menino não fez, o filho reage impulsiva e desobedientemente retratando-se ao autoritarismo do pai de forma violenta. Dessa forma, misturam-se temas de autoritarismo e de desobediências do filho numa mesma conversa.


Um quarto exemplo de ruído está relacionado a conflito de gerações. Um exemplo é quando os filhos não obedecem aos pais quanto a uma regra de chegar cedo em casa por causa da violência do bairro. Os pais então reagem impondo mais regras injustas e especificas ainda. Os filhos reagem com mais desobediência a essas novas e antigas regras. Nos conflitos de gerações a iniciativa deve partir dos pais para esclarecer determinadas regras. Entretanto o medo de perder a autoridade impede isso. Pais devem saber que conversar sobre as regras não é sinônimo de perder autoridade, pelo contrário pode ser sinal de reforçá-las.


O desafio de comunicar-se


Para lidar com esses ruídos é imprescindível saber ouvir o outro.


Texto Escrito pela Psicóloga Sandra Weigmann
para o Projeto Virtuosas
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