quarta-feira, 20 de agosto de 2014

De Mulher para Mulher

Como a indecisão pode afetar a vida?



O dia começa e com ele começam também as nossas escolhas, escolhemos o tempo todo: o que vestir, comer ou assistir na televisão. A vida em si é uma sequência de decisões e todas elas são o start que promove uma sequência de ações em direção ao resultado escolhido, porém, existem essas decisões que fazem parte do cotidiano, pequenas escolhas que com o tempo se tornam automáticas e consolidadas. E têm as grandes decisões, escolhas mais “importantes” e extraordinárias que podem mesmo mudar o rumo da vida de uma pessoa, como a escolha da profissão, do relacionamento, de ter filhos, de onde morar, e por aí vai.


A vida é definida pela possibilidade que temos de escolher, porém essa liberdade de decidir, que representa a grandeza do ser humano, pode às vezes se tornar um sofrimento, um estado de permanente indecisão, uma incapacidade de orientar o próprio caminho, pois nenhum projeto, sonho ou objetivo se realiza sozinho, mas, sim, por meio de uma decisão que promove uma ação, um movimento em direção ao resultado. Por isso, a indecisão demasiada pode reverter-se em um conflito emocional, deixando a pessoa estagnada e paralisada pela dúvida.


A etimologia do verbo “decidir” vem do latim decidere, que significa cortar fora. O ato de decidir consiste, então, em optar por uma coisa e excluir outra, “cortar fora” as alternativas. É por isso que o medo de errar muitas vezes leva as pessoas a procrastinarem ou a deixarem para outros esse desafio, ou ainda encarregarem ao destino ou a sorte essa responsabilidade.

Essas decisões, mais complexas de serem feitas, podem nos amedrontar mais porque envolvem maiores riscos e consequências –às vezes não só para nós, mas também para outras pessoas envolvidas. Nesses casos, podemos nos sentir com mais dificuldades, impedidos e incapazes de optar por uma direção, criando dúvidas sobre qual caminho seguir e protelando as decisões até criar um problema.


O risco amedronta porque envolve a mudança e sua gestão e isso pode ser fonte de temor e ansiedade. Em todas as decisões existe um percentual de risco e todos somos sujeitos a errar em alguma circunstância. O importante é fortalecer a confiança em si mesmo e a inteligência emocional para saber lidar com os riscos, com eventuais fracassos e as múltiplas variáveis que podem surgir no cenário da nossa vida.

Fazer escolhas implica assumir a responsabilidade por elas, as consequências e também os riscos presentes nelas. Tomar decisões é um processo de amadurecimento que se aprende fazendo, fortalecendo, assim, a liberdade pessoal, independente do medo das opiniões, julgamentos e expectativas dos outros.


Para não nos tornamos reféns da indecisão, faz-se necessário o entendimento de como as escolhas podem direcionar nossa vida para onde queremos ou para onde jamais imaginamos. Decidir exige esforço e, o processo de escolha é longe de ser uma análise racional, pois faz referimento às experiências passadas, que deixaram um caminho emocional na pessoa, evocando emoções e sentimentos que influenciam a tomada de decisão.

Podemos errar e assim aprender, utilizando as capacidades únicas do ser humano de transformação e evolução, conquistando mais autoconfiança e, assim, fortalecendo a auto eficácia, que nos permite enfrentar as variáveis cotidianas com maior segurança para tomar decisões, mesmo as mais complicadas, com serenidade e coerência.


Podemos deixar que as circunstâncias e variáveis da vida moldem nossa existência ou podemos assumir as responsabilidades das escolhas, e assim, ter ações para viver plenamente e intensamente a própria vida.

Texto Escrito por Ada Melo para o Projeto Virtuosas
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