quinta-feira, 10 de julho de 2014

De Mulher para Mulher

A FAMÍLIA E SUAS FRONTEIRAS (LIMITES)

A família pode ser caracterizada como um grupo de pessoas com regras e padrões de funcionamento próprios que regulam o comportamento de todos os seus integrantes. Dentro do sistema família existem subsistemas cada um deles com suas regras. O que ocorre num indivíduo que vive numa família não procede apenas de condições internas a ele, mas também de um intenso intercâmbio com o contexto mais amplo no qual está inserido. Ele não só recebe o impacto do ambiente como o influencia. 

O equilíbrio psicológico  exige que aja interação com o meio e com as pessoas. O comportamento é, muitas vezes, resultado do que ocorre, na fronteira de contato, entre nós, o ambiente e as pessoas. As pessoas exercem influencia sob o meio onde vivem e são por ele também influenciados, constituindo uma espécie de teia, um sistema. Dá-se então a compreensão da importância do estabelecimento de limites nítidos e delineados.  

Saúde Psicológica


Quando o processo de homeotase falha, isto é, quando não conseguimos manter o equilíbrio interno ou satisfazer nossas necessidades, então adoecemos. 

A Importância das Fronteiras

As fronteiras tornam possível a diferenciação no mundo – identidade;
As fronteiras permitem a manutenção da sobrevivência;
As fronteiras protegem contra a entrada de conteúdos prejudiciais à saúde – limites;
As fronteiras permitem a entrada de conteúdos necessários à saúde – permeabilidade. ·.

Fronteiras                  


As fronteiras são o conjunto de regras que determinam quais serão os participantes de cada subsistema da família, são as fronteiras que protegem a distinção do sistema e garantem sua particularidade, possibilitando o funcionamento eficaz do sistema familiar.

As fronteiras nítidas são responsáveis pela construção de relações esclarecidas nas quais as pessoas dizem "sim" ou "não" objetivamente e de acordo com as demandas surgidas. No que diz respeito às fronteiras rígidas, elas são composta por relações distantes nas quais as pessoas não se conhecem muito bem. Quando erra, não “dá o braço a torcer“, tem dificuldade de pedir perdão; apresenta dificuldades de receber e dar afeto. Alguns membros dessa família podem apresentar sintomas psicossomáticos: asma, dores no pescoço e no peito, constipação, cãibras, alergias, dores de cabeça e anorexia nervosa. Dificuldades  em estabelecer novos relacionamentos em nível de igualdade. 

As fronteiras difusas são constituídas por relações complexas e papéis confusos, não é estabelecida de forma clara a função de cada membro nem existe de fato preocupação e comunicação entre eles. A pessoa recebe, passivamente, aquilo que lhe faz mal. Recebe palavras ofensivas ou depreciativas; tem sua privacidade invadida; aceita ser tolhida em seus desejos, sonhos e projetos, ser agredida física ou  psicologicamente. Como consequência os membros da família não atentam uns para os outros; aumento da baixa autoestima; dificuldades em tomar decisões; sensação de medo, que mais tarde se transforma em frustração e revolta; sem apoio e reconhecimento interno, os indivíduos podem recorrer ao álcool ou às drogas para fugir do caos interior. Pessoas oriundas dessas famílias costumam esconder seus sentimentos e suas fronteiras individuais serem rígidas, um mecanismo de defesa contra a dor e o desrespeito em potencial.

Exemplificando a necessidade de se estabelecer fronteiras: algo comum é uma criança desobediente, uma mãe incompetente e um pai autoritário. A criança desobedece, a mãe exerce sobre ela um controle por excesso ou por falta, o filho torna a desobedecer, o pai entra com uma voz severa ou um olhar feio e o filho obedece. A mãe permanece incompetente, a criança desobediente e o pai autoritário. Nesse exemplo, considerando que o pai passa o dia todo no trabalho, seria melhor que fosse um observador, enquanto, mãe e filho resolvem o conflito entre eles. Outra opção seria o casal em conjunto, aumentar a proximidade entre eles. Os conflitos mal resolvidos entre os pais influenciam o mau comportamento dos filhos, sendo assim, ao promover a interação entre o casal, aumenta-se a distancia entre os membros do sistema conflituoso dificultando as ações de retorno, neste exemplo, do filho.
     
Fronteiras nas Relações Familiares


Ao usar a noção de fronteiras, é possível perceber o funcionamento do casal e da família. Ter clareza do grau de unidade do casal ou da família, quanto se expande no mundo ou permite que o mundo entre. As fronteiras existem ao redor de  cada membro da família individualmente. Aprende-se a delimitar fronteiras na convivência familiar.

A família é o primeiro grupo de convivência com as diferenças. Nela é possível respeitar ou não os limites do outro. Ainda bebê, é a mãe quem interpreta as necessidades da criança. Mas, nem sempre o que se oferece a ela é o que realmente ela precisa ou deseja. Ela ultrapassa os limites da criança quando a obriga a comer o que não gosta. Os indivíduos em famílias funcionais conhecem uns aos outros o suficiente para sentir quando se aproximar e reunir ou quando se afastar e dar espaço ao outro.

Quando um casal ou família são bem-sucedidos na solução de um problema, a experiência  é sentida como inteira, completa, correta, boa e bela. Desse modo, numa visão sistêmica de família, o “sintoma” ou “doença” ou “conflito” emerge de relacionamentos disfuncionais. Acontecem quando o casal ou família ficam empacados na solução de problemas, repetindo seus fracassos continuamente, interrompendo seu ritmo de afastamento e aproximação.

Estabelecendo Fronteiras Funcionais


Procure conhecer-se melhor: Quem é você? Quais as sua qualidades? Quais são seus projetos de vida? O que você gosta e o que não gosta? Aprenda a dizer NÃO àquilo que não te agrada ou que te fere.  Antes de dizer ou fazer tudo o que deseja, tente colocar-se no lugar da pessoa que vai ser afetada por suas palavras e ações. Você gostaria que fizessem o mesmo com você? Perceba como você se relaciona: você tem medo de perder os amigos ou o cônjuge, e por isso sempre concorda com tudo? Ouça as pessoas, mas tenha sua própria opinião. Mude, se julgar necessário. 


Texto escrito para o Projeto Virtuosas
pela Psicologa Sandra Weigmann
Direitos Reservados
Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. Oi querida tudo bom??? Conheci seu blog atravez do www.modaevangelicaexecutiva.com... gostei mto do seu blog..

    bjus


    fila com Deus =)

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    1. Oi Tamires.. tudo bem!! E vc? Ja conhecia seu blog a um tempinho e sempre faco uma visitinha... amo seus looks... beijos!! fica com Deus também!!

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